terça-feira, 1 de outubro de 2013

A dignidade da mulher

Um banner de uma academia expressava a seguinte mensagem: O que você quer ser neste verão? uma baleia ou uma sereia?

Uma mulher ao ler este anuncio, ficou admirada com a ironia da pergunta e respondeu os motivos pelos quais ela preferia ser baleia, foi impressionante. Pois uma baleia é um ser existente, tem filhotes, é livre, tem amigos, é bela e expressiva, enquanto a sereia se resume em uma lenda. Após a resposta desta carta, em menos de uma semana o banner foi retirado daquele lugar.

A mulher nos dias atuais é uma escrava da beleza e de um sistema que a coloca como um objeto e de uso para um mercado violento e dominante. As mulheres vivem em um claustro de uma ditadura da liberdade, onde o que vale a pena é ser feliz e ser auto suficiente, nada mais. O problema é que nesta mentalidade, elas se esquecem que são mulheres e que ser mulher é muito mais que isto, ser mulher é ser MULHER.


Já na primeira grande luta da história da humanidade, o homem x demônio, a mulher foi usada e vencida, gerando uma inimizade eterna.

" A mulher, vendo que o fruto da árvore era bom para comer, de agradável aspecto e mui apropriado para abrir a inteligência, tomou dele, comeu, e o apresentou também ao seu marido, que comeu igualmente.
O Senhor Deus disse à mulher: Porque fizeste isso? A serpente enganou-me, respondeu ela e eu comi. Então o Senhor Deus disse à serpente: Porque fizeste isso, serás maldita entre todos os animais e feras dos campos; andarás de rastos sobre o teu ventre e comerás o pó todos os dias de tua vida. Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar. Disse também à mulher: Multiplicarei os sofrimentos de teu parto; darás à luz com dores, teus desejos te impelirão para o teu marido e tu estarás sob o seu domínio. E disse em seguida ao homem: Porque ouviste a voz de tua mulher e comeste do fruto da árvore que eu te havia proibido comer, maldita seja a terra por tua causa. Tirarás dela com trabalhos penosos o teu sustento todos os dias de tua vida. Ela te produzirá espinhos e abrolhos, e tu comerás a erva da terra. Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado; porque és pó, e pó te hás de tornar." Gênesis 3, 6- 14 ao 19

A mulher desde então concebeu a sua natureza de mãe e de submissão ao homem, assim como ajudar o homem no paraíso; E isto não lhe foi tirada, pois a mulher desde a criação possui a sua natureza feminina intacta. O problema é que nos dias de hoje, o feminismo e a ditadura demoníaca do modernismo, coloca outra vez a mulher neste combate, só que pior, coloca a mulher contra si mesma. Antes ela foi seduzida pelo poder de ser igual á Deus, hoje ela é seduzida pelo poder de ser não somente igual á Deus, mas ser maior que o Homem (revanchismo), e com isto, se auto destruindo.

O catecismo no n° 369 nos ensina que o homem e mulher são iguais, ou seja, não são um maior que outro, o que diferencia é a natureza.

"III. «Homem e mulher os criou»


IGUALDADE E DIFERENÇA QUERIDAS POR DEUS

369. O homem e a mulher foram criados, quer dizer, foram queridos por Deus: em perfeita igualdade enquanto pessoas humanas, por um lado; mas, por outro, no seu respectivo ser de homem e de mulher. «Ser homem», «ser mulher» é uma realidade boa e querida por Deus: o homem e a mulher têm uma dignidade inamissível e que lhes vem imediatamente de Deus, seu Criador (239). O homem e a mulher são, com uma mesma dignidade, «à imagem de Deus». No seu «ser homem» e no seu «ser mulher», reflectem a sabedoria e a bondade do Criador.

370. Deus não é, de modo algum; à imagem do homem. Não é nem homem nem mulher. Deus é puro espírito, no Qual não há lugar para a diferença de sexos. Mas as «perfeições» do homem e da mulher reflectem qualquer coisa da infinita perfeição de Deus: as duma mãe (240) e as dum pai e esposo (241).

«UM PARA O OUTRO» – «UMA UNIDADE A DOIS»

371. Criados juntamente, o homem e a mulher são, na vontade de Deus, um para o outro. A Palavra de Deus no-lo dá a entender em diversos passos do texto sagrado. «Não convém que o homem esteja só: vou fazer-lhe uma ajudante que se pareça com ele» (Gn 2, 18). Nenhum dos animais pode ser este «par» do homem (242). A mulher que Deus «molda» da costela tirada do homem e que apresenta ao homem, provoca da parte deste, uma exclamação admirativa, de amor e comunhão: «E osso dos meus ossos e carne da minha carne» (Ga 2, 23). O homem descobre a mulher como um outro «eu», da mesma humanidade.

372. O homem e a mulher são feitos «um para o outro»: não é que Deus os tenha feito «a meias» e «incompletos»; criou-os para uma comunhão de pessoas, em que cada um pode ser «ajuda» para o outro, uma vez que são, ao mesmo tempo, iguais enquanto pessoas («osso dos meus ossos») e complementares enquanto masculino e feminino (243). No matrimónio, Deus une-os de modo que, formando «uma só carne» (Gn 2, 24), possam transmitir a vida humana: «crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra» (Gn 1, 28). Transmitindo aos seus descendentes a vida humana, o homem e a mulher, como esposos e pais, cooperam de modo único na obra do Criador (244).

373. Segundo o desígnio de Deus, o homem e a mulher são vocacionados para «dominarem a terra» (245) como «administradores» de Deus. Esta soberania não deve ser uma dominação arbitrária e destruidora. A imagem do Criador, «que ama tudo o que existe» (Sb 11, 24), o homem e a mulher são chamados a participar na Providência divina em relação às outras criaturas. Daí a sua responsabilidade para com o mundo que Deus lhes confiou."


Toda mulher quer ter a experiência de ser mãe, mas a ditadura modernista diz que ser mãe é uma desgraça, destrói a carreira profissional, engorda, os seios e a barriga ficaram flácidos e ficará pendente aos cuidados dos filhos e a submissão do marido.

Mas e a natureza da mulher diante de tudo isto?

A mulher de hoje busca a auto-suficiência como se isto fosse a chave da felicidade e não percebe que está sendo escrava de uma ditadura da beleza, da vaidade, do domínio e do orgulho.

Ser mãe envolve muito mais do que compromisso, gestação, amamentação, cuidado e educação, ser mãe é se doar sem limites. Ser mãe é ser geradora de vida, e vida é contrário de morte, morte é igual ao pecado, e o pecado é a vitória do demônio; Logo, nesta inimizade iniciada em Gênesis no início da criação, está mais aguda do que nunca nos dias de hoje.

A dignidade da mulher se constrói nesta busca pela vitória, onde Maria Santíssima que pisou na cabeça desta serpente (demônio) continua a pisar e sempre virá em nosso auxílio neste combate, se pedirmos e permitirmos á sua intercessão.
Pois o anjo Gabriel nos anunciou:

" Ave Maria cheia de graça, o Senhor é contigo".

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