terça-feira, 27 de agosto de 2013

Dia 27de agosto - Dia de Santa Mônica

Santa Mônica e seu filho Santo Agostinho
CAPÍTULO XI
O batismo diferido


"Ainda menino, ouvi falar da vida eterna, que nos está prometida pela humildade de Jesus,
nosso Senhor, que desceu até nossa soberba; e fui marcado com o sinal da cruz, sendo-me dado
saborear de seu sal logo que saí do ventre de minha mãe, que sempre esperou muito em ti.

Tu viste, Senhor, que numa ocasião, ainda menino, atacou-me repentinamente um dor de
estômago que me abrasava, e que me aproximou da morte. Tu viste também, meu Deus, pois já
me tinhas sob tua guarda, com que fervor de espírito e com que fé pedi à piedade de minha mãe,
e da mãe de todos nós, tua Igreja, o batismo de teu Cristo, meu Deus e Senhor.

Nesta época eu já tinha fé verdadeira, juntamente com minha mãe e com todos da casa, à
exceção de meu pai, que, porém, não pôde vencer em mim a ascendência da piedade materna,
para que deixasse de acreditar em Cristo, tal como ele não acreditava; minha mãe, solícita,
cuidava de que tu, meu Deus, fosses mais pai para mim do que ele, e a ajudavas a triunfar do
marido, a quem servia melhor, porque nele te servia a ti e a tuas ordens"

Extraído do Livro Confissões de Santo Agostinho

Neste dia, celebramos a memória desta grande santa, que nos provou com sua vida que realmente “tudo pode ser mudado pela força da oração”.Santa Mônica nasceu no norte da África, em Tagaste, no ano 332 d.C., numa família cristã que lhe entregou – segundo o costume da época e local – como esposa de um jovem chamado Patrício.

   Como cristã exemplar que era, Mônica preocupava-se com a conversão de sua família, por isso se consumiu na oração pelo esposo violento, rude, pagão e, principalmente, pelo filho mais velho, Agostinho, que vivia nos vícios e pecado. A história nos testemunha as inúmeras preces, ultrajes e sofrimentos por que Santa Mônica passou para ver a conversão e o batismo, tanto de seu esposo, quanto daquele que lhe mereceu o conselho: “Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas”.

Santa Mônica tinha três filhos. E passou a interceder, de forma especial, por Agostinho, dotado de muita inteligência e uma inquieta busca da verdade, o que fez com que resolvesse procurar as respostas e a felicidade fora da Igreja de Cristo. Por isso se envolveu em meias verdades e muitas mentiras. Contudo, a mãe, fervorosa e fiel, nunca deixou de interceder com amor e ardor, durante 33 anos, e antes de morrer, aos 55 anos de idade, ela mesma disse ao filho, já convertido e cristão: “Uma única coisa me fazia desejar viver ainda um pouco, ver-te cristão antes de morrer”.

Por esta razão, o filho Santo Agostinho, que se tornara bispo e doutor da Igreja, pôde escrever: “Ela me gerou seja na sua carne para que eu viesse à luz do tempo, seja com o seu coração para que eu nascesse à luz da eternidade”.


Fonte: coraçãofiel.com.br/blog
Fonte: http://diadossantoscatolicos.blogspot.com.br/

Nenhum comentário:

Postar um comentário