quinta-feira, 4 de outubro de 2012

CELEBRAÇÃO DA PALAVRA 27º DOMINGO DO TEMPO COMUM 07 de OUTUBRO de 2012


1. Aprofundando os textos bíblicos: 
Gênesis 2,18-24; Salmo 128(127); Hebreus 2,9-11; Marcos 10,2-16

Evangelho: Jesus coloca a aliança matrimonial na perspectiva do plano original do Criador, recordando Gn 1,27 e 2,24. O homem e a mulher casados formam uma unidade pessoal inseparável. A legislação mosaica referente ao divórcio surgiu após o projeto inicial de Deus, por causa da dureza do coração. Conforme Dt 24,1, somente o homem podia dar o documento de divórcio, mas na legislação romana também a mulher tinha o direito de tomar tal iniciativa. Cristo, com sua palavra, propõe a transformação radical, que vai além das prescrições legais, sugerindo igual responsabilidade aos esposos. Jesus propõe voltar ao sonho divino,
revelado desde o princípio da criação. Para participar da aliança amorosa com o Senhor, é necessário viver a confiança e a receptividade como as crianças. Por isso, Jesus afirma que é preciso receber o Reino de Deus como uma criança, para entrar nele (v.15). Assim, a atitude de Jesus, que abraça e abençoa as crianças, impondo-lhes as mãos (v.16), torna-se paradigma da disponibilidade do discípulo perante o Reino.

1ª leitura: A 1ª leitura sublinha que a criação do ser humano é obra gratuita do amor de Deus. Homem e mulher foram formados com a mesma natureza, e ao unir-se em matrimônio, constituem uma só carne para viverem na igualdade e comunhão.

Salmo: No salmo, a bênção de Deus se manifesta em cada dia da vida, na família, no trabalho ao longo das gerações.

2ª leitura: Na 2ª leitura, Cristo assume nossa condição humana até a morte para nos libertar e santificar, introduzindo-nos na glória.


2. Atualizando

A fidelidade e doação total no matrimônio é sinal do amor de Deus. Fomos santificados com a vida, morte e ressurreição de Jesus para vivermos no amor, que cresce e se renova sempre. A confiança, igual à da criança, nos mantêm firmes no caminho do seu seguimento.

3. A palavra de Deus na celebração

Hoje Jesus nos convida a enxergar que a relação amorosa entre o homem e a mulher é o mais forte sinal da sua aliança com a humanidade. Em Cristo, revelador do Pai, renovamos o nosso compromisso de amar sem medida, construindo relações fraternas.




DICAS PARA PREPARAR A HOMILIA
Seguindo o método da Leitura orante (ler, meditar, orar, contemplar), indicamos cinco passos para preparar a homilia:

1) Escolher um tempo durante a semana e um lugar onde seja possível o silencio... Antes de começar a leitura, invocar o Espírito Santo...

2) Ler os textos, começando pelo evangelho. Ler com atenção. Ler mais de uma vez. Prestar atenção nas personagens, sublinhar os verbos ou as palavras chaves. Se durante a leitura, se distrair, voltar pro começo. Ler também a primeira leitura, a segunda, o salmo.

3) Na leitura Deus se revela a nós em Jesus. Perguntamos o que Deus nos fala na Palavra: que boa notícia traz para a nossa vida e a vida de nossa comunidade? Que atitude pede de nós, que mudança de vida? A Palavra é espelho da nossa vida (autoconhecimento).

4) Silenciar por um momento diante do Pai, em oração. Agradecer pela luz que a sua palavra traz, ou pedir ajuda para compreendê-la melhor. Entrar no silêncio de Deus, Contemplar a sua presença manifestada em Jesus e na própria vida. Deixar que a Palavra lida e meditada ecoe no coração ao longo do dia e da semana. Abrir-se a novas atitudes, optar conscientemente por gestos concretos de amor, de doação suscitados pela Palavra.

5) Anotar os pontos que queremos desenvolver na homilia da comunidade e estar atentos/as ao que Espírito suscitar à medida que a Palavra vai crescendo dento do coração e na própria conduta.



Alguns cuidados que devemos ter ao preparar a homilia:

- Homilia não é palestra nem aula, é uma conversa; sua finalidade é “expor os mistérios da fé, que se referem à pessoa de Jesus” (cf. SC 51), partindo dos textos bíblicos e levando em conta a vida da comunidade.

- Homilia tem começo meio e fim. Nunca começar com algo que cause constrangimento e, ao terminar, buscar uma síntese, apontando para a boa notícia e exortando à conversão. Evitar dar lição de moral.

- Falar pouco é regra preciosa, não mais de dez minutos, mas isso não significa empobrecer o conteúdo. É importante falar o essencial, usando uma linguagem acessível, coloquial.

- A homilia é parte integrante de toda a celebração, por isso nem começa e nem termina com sinal da cruz ou com “louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo”...

M. do Carmo de Oliveira e Maria de Lourdes Zavarez
Fonte: Revista de Liturgia - Rede Celebra
http://www.redecelebra.com.br/leitura.php?id=286
http://www.revistadeliturgia.com.br/diadosenhor.php?iddiadosenhor=1#dez

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