quarta-feira, 22 de agosto de 2012

As quatro velas

Quatro velas estavam queimando calmamente. O ambiente estava tão silencioso que se podia ouvir o diálogo que se tratavam.

A primeira disse:

- Eu sou a Paz! Apesar da minha luz, as pessoas não conseguem me manter, acho que vou apagar.
E, diminuindo devagarzinho a sua chama, apagou totalmente.

A segunda disse:


- Eu me chamo Fé! Infelizmente sou muito supérflua. As pessoas não querem saber de Deus. Não faz sentido continuar queimando.
Ao terminar a sua fala, um vento bateu sobre ela levemente e fez com que se apagasse.

Baixinho e triste, a terceira vela se manifestou.

-Eu sou o Amor! Não tenho mais forças para queimar. As pessoas me deixam de lado, só conseguem enxergar a si mesmas, esquecem até mesmo daqueles à sua volta que as amam. 
E, sem esperar, apagou-se.

De repente, uma criança entrou no recinto e viu as três velas apagadas.

- Que é isto? Vocês deviam queimar, podemos acender as outras velas, eu sou a Esperança!
A criança, a qual tinha os olhos brilhantes, pegou a vela que restava acesa e acendeu todas as outras.

Pra refletir:

Você é uma pessoa com esperança? Em que se apóia a sua esperança?
Que a vela da esperança nunca se apague dentro de nós.


Fonte extraída do livro "Abrindo caminhos - Parábolas e reflexões" do Dom Itamar Vian e Frei Aldo Colombo, da Editora Paulinas.

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