sexta-feira, 6 de julho de 2012

CHARLES DE FOUCAULD (1858-1916)



"É preciso rezar muito mais pelos outros do que para si: 'É melhor dar do que receber'""Jesus procurou de tal forma o último lugar que dificilmente alguém lhe poderá subtrair!"




Charles de Foucauld nasceu em 15 de Setembro de 1858, em Estrasburgo, (França). De meio familiar aristocrático, fica órfão de pai e mãe em 1864, com 6 anos. Ao longo de sua adolescência difícil perdeu a fé e, talvez para afastar a angústia que carregava no peito, mergulhou numa vida de prazer e desregramento. Frequenta a Escola Especial Militar de Saint-Cyr. É herdeiro de uma enorme fortuna, que
rapidamente delapida em jogo, indisciplina e excentricidades. Levou durante muito tempo uma vida mundana e dedicada a busca dos prazeres. Retrata-se e, já oficial do exército francês, é colocado na Argélia. Deixa a vida militar e torna-se explorador em Marrocos. Chega a receber uma medalha da Sociedade Francesa de Geografia em reconhecimento do trabalho de investigação no Norte de África. O testemunho da fé muçulmana despertou nele uma questão: "Deus existe?".


De volta à França, tocado pelo acolhimento afetuoso e discreto de seus familiares profundamente cristãos, começou uma busca e, providencialmente, encontrou um padre que viria a ser para ele um pai e um amigo: padre Huvelin. Em outubro de 1886, aos vinte e oito anos, converteu-se.
Foi por meio de uma prolongada reflexão sobre a vida espiritual, seguida de uma conversão súbita, que ingressou na Ordem Trapista. Em 1897, deixou os Trapistas em busca de uma vocação religiosa autónoma. É ordenado sacerdote em 1901. Regressa à Argélia e leva uma vida isolada do mundo numa zona dos Tuaregues, mas interventiva junto da população. Não procurou converter ninguém, mas apenas amar, quis "gritar o Evangelho" com toda a sua vida. Tem a intenção de criar uma nova ordem religiosa, o que sucede apenas depois da sua morte: os Irmãozinhos de Jesus.
É assassinado por assaltantes de passagem em 1º de Dezembro de 1916. Foi beatificado pelo Papa Bento XVI em 13 de Novembro de 2005.


PENSAMENTOS DE CHARLES DE FOUCAULD


"É preciso rezar muito mais pelos outros do que para si: 'É melhor dar do que receber'""Jesus procurou de tal forma o último lugar que dificilmente alguém lhe poderá subtrair!"


"Logo que descobri que existe Deus entendi que não podia mais fazer outra coisa a não ser viver por ele: minha vocação religiosa começa no exato momento em que despertou a minha fé"


"Visto que a oração é a expressão natural, o sinal do amor, rezemos continuamente, para continuamente amar"


"Jamais esqueçamos estes dois princípios: Jesus está aqui comigo... Tudo o que acontece, acontece pela vontade de Deus"


"À oração é preciso acrescentar a boa vontade, as boas obras que desta derivam, sem o que a oração é hipócrita, mentirosa, e é digna de castigo, longe de merecer que seja atendida"


"Tenho, no Santo Sacramento, o melhor amigo com quem posso falar dia e noite"


"O amor é inseparavel da imitação: quem ama quer imitar: é o segredo de minha vida. Me apaixonei por esse Jesus de Nazaré crucificado, e passo a vida tentando imita-lo."


"A oração é portanto, o pedido daquilo que quereis, daquilo que quereis com a ajuda da graça, daquilo que quereis em vista de Deus"


"E, no início de toda ação, de toda obra, de toda nova situação, façamos preceder a oração, ergamos um altar na nossa alma e oremos aqui ao Deus fortíssimo de Israel, ao dulcíssimo Salvador Jesus"


"Se não aceitamos nossa cruz, não somos dignos de Jesus"


"Quanto mais rezarmos pelos outros, mais Deus nos cumulará de graças e, por conseguinte, mais se agradará de nós: eis, pois, o que nos diz Nosso Senhor"


"Meu Senhor Jesus, como depressa ficará pobre aquele que, amando-Te de todo o coração, não pode suportar ser mais rico que seu bem-amado... Meu Deus, não sei se é possível para alguém, ver-Te pobre e continuar rico como antes..."


"Quase nunca me afasto do santo tabernáculo: que mais posso desejar e que coisa melhor posso encontrar?"


"Ser tudo para todos, com um único desejo no coração: o de dar Jesus às almas"


"A oração - que pode definir-se como ato da alma que se coloca aos pés de Deus para olhá-lo em silêncio ou para olhá-lo falando-lhe - é tanto melhor quanto mais carregados de amor estiverem os olhares da alma, quanto mais ternamente, com mais amor a alma se coloca e permanece diante de seu Deus"


"Não quero passar minha vida em primeira classe, enquanto Aquele que me ama a passou na última"


"Nosso aniquilamento é o meio mais poderoso que temos de unir-nos a Jesus e de fazer bem às almas; é o que São João da Cruz repete quase em toda linha"


"Minha missão deve ser o apostolado da bondade. A meu ver, deverão dizer 'Já que este homem é tão bom, também sua religião deve ser boa'. Se alguém me perguntar por que eu sou manso e bom, deverei responder: 'Porque eu sou servidor de um outro que é muito melhor do que eu. Se soubesse como é bom o meu Mestre Jesus!'. Quero ser tão bom que possam dizer de mim: 'Se o servidor é assim, como não será o Mestre!'"


"Não há condição tão desprezada, tão desprezível de onde não retireis almas, não somente para salvá-las, mas para fazer delas favoritas, para elevá-las a uma grande santidade. Vós tirais da poeira do caminho dracmas perdidas e pisoteadas e devolveis a elas sua beleza original".


“Estando triste, abatido, basta ajoelhar-me aos pés do sacrário e dizer: Senhor, tu és infinitamente feliz e nada te falta. Então eu também sou feliz e nada me falta”.


“Quanto mais abraçamos a cruz, mais abraçamos Jesus”.


“Não deixemos nunca de ser em tudo pobres, irmãos dos pobres, companheiros dos pobres, sejamos os mais pobres dos pobres como Jesus, e como Ele amemos os pobres e rodeemo-nos deles”.


Fonte:http://coracaomistico.blogspot.com.br/2008/01/c-de-foucauld-1858-1916.html



Comentário ao Evangelho do dia feito por Beato Charles de Foucauld (1858-1916), eremita e missionário no Saara
Meditações sobre os Evangelhos, n°194


«Jesus voltou para o barco e o homem que fora possesso suplicou-Lhe que o deixasse andar com Ele. Não Lho permitiu» 


A verdadeira, a única perfeição, não é ter este ou aquele tipo de vida, é fazer a vontade de Deus; é ter a vida que Deus quer, onde Ele quer, e vivê-la como Ele próprio a viveria. Quando Ele nos permite escolher, então sim, procuremos segui-l'O passo a passo o mais exatamente possível, partilhar a Sua vida tal como ela foi, como os apóstolos o fizeram ao longo da Sua vida e após a Sua morte: o amor leva-nos a imitá-l'O. Se Deus permite esta escolha, esta liberdade, é precisamente porque quer que abramos as nossas velas ao vento do amor puro e, empurrados por ele, «corramos atrás do seu perfume» (Ct 1,4 LXX), em imitação perfeita, como São Pedro e São Paulo. [...]


E se um dia Deus quiser tirar-nos, por algum tempo ou para sempre, deste caminho tão belo e tão perfeito, não nos perturbemos nem nos surpreendamos. Os Seus desígnios são insondáveis: poderá fazer por nós, a meio ou no fim da caminho, o que fez ao geraseno no início. Obedeçamos, façamos a Sua vontade [...], andemos por onde Ele quiser, levemos a vida que a Sua vontade designar. Mas aproximemo-nos d'Ele com todas as nossas forças em toda a parte, e vivamos todas as situações, todas as condições, como Ele próprio as teria vivido, comportando-nos como Ele Se teria comportado se, pela vontade do Pai, Se tivesse encontrado na situação em que nós nos encontramos. 


Fonte: http://www.senhoradorosario.org/2012/01/comentario-do-beato-charles-de-foucauld.html

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