segunda-feira, 9 de julho de 2012

09 de julho - SANTA PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS

Há 20 anos o Brasil conhecia sua primeira Beata. Madre Paulina, que mais tarde virou a primeira Santa brasileira – apesar de ter nascido na Itália. 


Em 18 de outubro de 1991, João Paulo II visita pela primeira vez Santa Catarina. Logo no início de sua homília, demonstra profundo conhecimento das raízes históricas do Estado.


“Minha alegria no dia de hoje, queridos irmãos e irmãs de Florianópolis e de Santa Catarina, tem um motivo todo especial: a beatificação da Madre Paulina do Coração de Jesus Agonizante. Ela é, na verdade, uma representante bem legítima do povo catarinense. Como os pais e os avós de muitos dos que aqui estão, pertence ela a uma destas famílias que aqui chegaram no século passado e deram uma feição toda especial à terra catarinense. O cenário maravilhoso das lindas praias e ilhas do litoral, do vale do Itajaí, dos campos da região serrana, das imensas e férteis regiões do oeste, passou a ser habitado por um povo novo que hoje ainda conserva a herança das culturas, dos costumes e da língua de seus antepassados. Aos portugueses das ilhas dos Açores ou aos paulistas vindos dos campos de Piratininga ou de Curitiba, se uniram, há mais de cem anos, tantas famílias procedentes do norte da Itália, das montanhas do Tirol, de diversas regiões da Alemanha, de muitos outros lugares do planeta”. (Veja o vídeo a seguir)

A Coordenadora do Santuário de Madre Paulina, na pequena cidade de Nova Trento, no interior de Santa Catarina, Irmã Maria Adelina da Cunha estava em Florianópolis em 18 de outubro de 1991.
“O povo explodiu em alegria, com muitas palmas. Foi um momento inesquecível”, relembra a Irmã, que também veio ao Vaticano onze anos mais tarde.
Santa Paulina foi canonizada em 19 de Maio de 2002, no Vaticano. João Paulo II, ao lembrar a vida e obra da primeira Santa do Brasil, disse: “A ação do Espírito se manifesta de modo especial também na vida e missão de Madre Paulina, inspirando-a a constituir, juntamente com um grupo de jovens amigas, uma casa de acolhida, pouco depois batizada pelo povo de “Hospitalzinho São Virgílio”, destinada à atenção material e espiritual de doentes e desamparados. Nasce assim, para atender os planos da Providência, a primeira Comunidade religiosa do sul do Brasil, denominada Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. Foi neste Hospital, que o ser-para-os-outros constituiu o pano de fundo da vida de Madre Paulina. No serviço aos pobres e aos doentes, ela tornara-se manifestação do Espírito Santo, ‘consolador perfeito; doce hóspede da alma; suavíssimo refrigério’”.
Após o reconhecimento dos milagres que transformaram Madre Paulina em Santa, sua missão continua. Tanto que o Santuário a cada ano que passa se torna referência para os romeiros.
“Hoje o Santuário de Santa Paulina já é considerado o segundo maior, em mais movimento, atrás apenas de Aparecida”, revela.


Fonte: Rádio Vaticano


Fonte (vídeo) extraída do site da Canção Nova
SANTA PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS Virgem, fundadora da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição(1865 – 1942) SANTUÁRIO MADRE PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS
Amábile Lúcia Visintainer, hoje Santa Madre Paulina, nasceu aos 16 de dezembro de 1865, em Vigolo Vattaro, Província de Trento, Itália, naquele tempo região Sul-Tirol, sujeita à Áustria. Os pais, como toda a gente do lugar, eram ótimos cristãos, mas pobres. Em setembro de 1875, a família de Napoleone Visintainer emigrou com muitos outros trentinos para o Brasil e no Estado de Santa Catarina, no atual município de Nova Trento, deram início à localidade de Vígolo. Amábile, depois da primeira comunhão, recebida mais ou menos aos 12 anos, começou a participar no apostolado paroquial: Catecismo aos pequenos, visitas aos Doentes e limpeza da Capela de Vigolo. No dia 12 de julho de 1890, junto com a amiga Virgínia Rosa Nicolodi, Amábile acolheu uma doente de câncer em fase terminal, dando início à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, aprovada pelo Bispo de Curitiba, Dom José de Camargo Barros, aos 25 de agosto de 1895. Em dezembro de 1895, Amábile e as duas primeiras companheiras (Virgínia e Teresa Anna Maule) fizeram os votos religiosos; e Amábile recebeu o nome de Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus. A santidade e a vida apostólica de Madre Paulina e de suas Irmãs atraíram muitas vocações, apesar da pobreza e das dificuldades em que viviam. Em 1903, Madre Paulina foi eleita Superiora Geral por toda a vida pelas Irmãs da nascente congregação. Deixou Nova Trento e estabeleceu-se em São Paulo, no Bairro Ipiranga, onde se ocupou de crianças órfãs, filhos dos ex-escravos e dos escravos idosos e abandonados. Em 1909, foi deposta do cargo de Superiora Geral pelo Arcebispo de São Paulo, Dom Duarte Leopoldo e Silva, e enviada a trabalhar com os doentes da Santa Casa e os velhinhos do Asilo São Vicente de Paulo em Bragança Paulista, sem poder nunca mais ocupar algum cargo na sua Congregação. Foram anos marcados pela oração, pelo trabalho e pelo sofrimento: tudo feito e aceito para que a Congregação das Irmãzinhas fosse adiante e “Nosso Senhor fosse conhecido, amado e adorado por todos em todo o mundo”. Em 1918, com o consentimento de Dom Duarte, foi chamada pela Superiora Geral, Madre Vicência Teodora, sua sucessora, à “Casa Madre” no Ipiranga, e aí permaneceu até a morte, numa vida retirada, tecida de oração e assistência às Irmãs doentes, sendo também fonte de informação para a história da Congregação. Como “Veneranda Madre Fundadora” foi colocada em destaque por ocasião do Decreto de Louvor concedido pela Santa Sé à Congregação das Irmãzinhas aos 19 de maio de 1933 e na celebração do cinqüentenário da fundação, aos 12 de julho de 1940, quando Madre Paulina fez o seu testamento espiritual: “Sede bem humildes, confiai sempre e muito na Divina Providência; nunca, jamais, desanimeis, embora venham ventos contrários. Novamente vos digo: confiai em Deus e em Maria Imaculada; permanecei firmes e adiante!”. A partir de 1938, Madre Paulina começou a acusar graves distúrbios porque doente de diabete. Após duas cirurgias, nas quais sofreu amputação do dedo médio e depois do braço direito, passou os últimos meses vítima da cegueira. Morreu aos 9 de julho de 1942; e suas últimas palavras foram: “seja feita a vontade de Deus”. A espiritualidade inaciana, recebida de seus diretores espirituais, tem em Madre Paulina características próprias, que marcam a “Veneranda Madre Fundadora” como uma religiosa na qual se podem admirar as virtudes teologais, morais, religiosas em grau eminente ou heróico. Fé profunda e confiança ilimitada em Deus, amor apaixonado a Jesus-Eucaristia, devoção terna e filial à Maria Imaculada, devoção e confiança no “nosso bom Pai São José” e veneração pelas autoridades da Igreja, religiosas e civis. Caridade sem limites para com Deus, traduzidas em gestos de serviço aos irmãos mais pobres e abandonados. Toda vida de Madre Paulina pode ser resumida no título que o povo de Vígolo lhe deu: “enfermeira”, isto é, ser-para-os-outros ou “toda de Deus e toda dos Irmãos” como rezam, hoje, os seus devotos e suas Irmãzinhas. Humildade, que levou Madre Paulina ao aniquilamento de si mesma para que a Congregação fosse adiante. A página mais luminosa da santidade e da humildade de Madre Paulina foi escrita pela conduta que teve quando Dom Duarte lhe anunciou a sua deposição: “Se ajoelhou... se humilhou... respondeu que estava prontíssima para entregar a Congregação... se oferecia espontaneamente para servir na Congregação como súdita”. Terminado o capítulo de agosto de 1909, começava o holocausto doloroso e meritório de Madre Paulina, a quem o Arcebispo de São Paulo decretara: “Viva e morra na Congregação como súdita”. E permaneceu na sombra até a morte, em união com Deus, como declarou ao seu diretor espiritual, Pe. Luiz Maria Rossi, SJ: “a presença de Deus me é tão íntima que me parece impossível perdê-la e esta presença dá à minh‘alma uma alegria que não posso explicar”. O carisma deixado por Madre Paulina para a sua Congregação se traduz na sensibilidade para perceber os clamores da realidade com suas necessidades e disponibilidade para servir, na Igreja, aos mais necessitados e aos que estão em situação de maior injustiça, com simplicidade, humildade e vida interior. É um servir alimentado por uma espiritualidade eucarístico-marial, pela qual toda a Irmãzinha faz de Jesus-Eucaristia o centro de sua vida alimentada por uma terna devoção à Virgem Imaculada e ao bom Pai São José. Esta primeira Santa do Brasil foi beatificada pelo Papa João Paulo II aos 18 de outubro de 1991, em Florianópolis, Estado de Santa Catarina, Brasil. À Madre Paulina confiamos o povo brasileiro, a Igreja do Brasil e a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição e todas as pessoas que colaboraram para sua canonização. Canonizada em 19 de Maio de 2002, Praça S. Pedro, pelo Papa João Paulo II. Fonte : A Santa Sé Fonte: http://afamiliacatolica.blogspot.com.br/2008/07/hoje-madre-paulina-do-corao-agonizante.html

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