quarta-feira, 21 de março de 2012

O Canto Gregoriano

O canto gregoriano é a forma mais antiga de musica Sacra que existe na Igreja. Ele surgiu quando os primeiros cristãos eram obrigados a realizar o culto nas catacumbas, por causa das perseguições. Ali eles expressavam suas vozes em tons baixos, para não se permitir ouvir pelos inimigos da fé, rezando com toda a espiritualidade e sensibilidade, as orações em forma de música. Por causa desses tons baixos, esta maneira de cantar, primeiramente foi denominada canto chão.

No ano 313, o Imperador Constantino, exortado por sua mãe, Santa Helena concedeu liberdade religiosa aos cristãos, e esse culto de melodias celestiais, veio à tona, proporcionando enorme participação do povo católico, e grande difusão no seio da sociedade então existente.


Já em 391, a Igreja foi declarada a Igreja oficial de todo o Império Romano., e numerosos cantores asseguraram que esse tipo de música se espalhasse por todos os templos do mundo.


Nós séculos V e VI, essa maneira de se expressar na oração, com a voz atingindo as maiores profundidades de tons graves, começou a sofrer as primeiras influências e modificações, com alguns cantores se arriscando a colocar algumas notas mais agudas, sem perder a beleza da linha melódica, nem o sentido da oração contida em cada música.


A liturgia dos cultos e ritos, contava então, com momentos de oração recitada, ou meditada em silêncio e, principalmente cantada, intercalada pela leitura da palavra de Deus, e dos sermões dos oradores sacros. Nesse tempo o Papa São Gregório Magno (590-604) declarou oficial esse tipo de música para as partes da Missa. Por isso em sua homenagem essa música passou a se chamar Canto Gregoriano.


Este mesmo Papa criou o grupo de cantores que se dedicava exclusivamente às Basílicas Romanas, dando início assim à Schola Cantorum (escola de canto) que contribuiu enormemente para o desenvolvimento do canto gregoriano.


No início os tons não eram escritos em pautas, mas havia apenas alguns sinais chamados de registros, para garantir a interpretação adequada à linha melódica. Na segunda metade do século VIII, os textos escritos transformaram-se em texto oficial para a Santa Missa. O fascínio por este canto era geral em todo o mundo cristão, e passou a atrair os músicos gauleses. Porem, essa forma de escrita manual dos textos era indecifrável, só servindo para quem tinha composto.


Somente no final do século XIX, na França, o Mosteiro de Solesmes passou a ser um grande centro de estudos e prática do Canto Gregoriano, seus monges deram início a um trabalho de paleografia, recuperando os sinais e escritos desse canto, dos séculos VIII e IX. Então as melodias foram corrigidas pelos estudiosos de Música da Igreja, o que resultou em grandes publicações.


Hoje podemos afirmar que o Canto gregoriano se baseia, antes de tudo, nos próprios textos litúrgicos, a prioridade de qualquer grupo para esse tipo de musica, deve ser sempre a clareza e a inteligibilidade, na apresentação do texto. Por isso, para garantir a pronúncia correta e adequada, o Canto gregoriano está diretamente ligado ao estudo do Latim.


Para quem canta é um forte momento de oração, uma profunda elevação da alma a Deus. Hoje, toda a essência do Canto Gregoriano, ainda se mantém em seus objetivos e suas características técnicas.




Quem canta reza duas vezes !!!!” ( São Pio X) 

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