quinta-feira, 14 de junho de 2018

A missão de ser santo!



Eu escolhi partilhar este vídeo por ele ter tudo a ver com o nosso blog, e quem nos acompanha sabe muito bem o que  são (na prática) estas palavras e ensino na nossa vida.
Parabéns Déia e Tiba por este canal sensacional no Youtube!




quinta-feira, 31 de maio de 2018

Um mês com Maria - 31° dia


31° DIA
O SANTO ROSÁRIO

Em Lourdes e em Fátima, Nossa Senhora apareceu para nos recomendar particularmente o Santo Rosário. Em Lourdes, Ela mesma desfiava a esplêndida coroa enquanto Santa Bernadette recitava as Ave-Marias. Em Fátima, a cada aparição, Maria recomendava a recitação do Santo Rosário. Ainda mais na última aparição, em que Ela se apresentou como Nossa Senhora do Rosário.
É verdadeiramente grande a importância que Nossa Senhora deu ao Rosário. Quando em Fátima falou da salvação dos pecadores, da ruína
de muitas almas ao Inferno, das guerras e do destino da nossa época,
Maria indicou, recomendou como oração salvífica o Rosário. Lúcia
dirá uma síntese que "desde que a Virgem Santíssima deu grande eficácia ao Santo Rosário,
não existe problema material, espiritual, nacional ou internacional que não se possa resolver
com o Santo Rosário e com os nossos sacrifícios."

Salva e santifica

Um episódio de graça. S. José Cafasso, numa manhã, passando pelas ruas de Torino,
encontrou uma pobre velha que caminhava toda curva, recitando devagarinho o Rosário.
Indagou-a porque rezava tão cedo. Ela disse que estava limpando as ruas. Confuso, pediu
que lhe explicasse o que queria dizer. Ela respondeu que naquela noite, nas ruas daquela
vila, havia sido noite de carnaval, havendo muitos pecados. Rezando o Rosário, ela
perfumava o local manchado pelo pecado. Veja: o Rosário purifica nossa alma das culpas e
as perfuma com a Graça. O Rosário salva as almas. S. Maximiliano escrevia na sua
agendinha: "Quantas coroas, quantas almas salvas!" Pensamos nisso? Todos poderíamos
salvar almas recitando coroas do Rosário. Que caridade de inestimável valor seria esta. O
que dizer das conversões dos pecadores obtidos com o Santo Rosário? Deveriam falar S.
Domingos, S. Luis Maria Grignon de Montfort, S. Cura d'Ars, S. Pe. Pio de Pieltrecina... O
Santo Rosário faz bem a todos: aos pecadores, aos bons, aos santos...

Quando a S. Felipe Néri perguntava qual oração escolher, sem hesitar, respondia: "O
Rosário! Recitai-o amiúde!" Também a Pe Pio lhe perguntou um filho espiritual qual oração
preferir para toda a vida. Pe Pio respondeu logo: "O Rosário!" Sobretudo os santos
demonstraram a eficácia da graça do Rosário. Estes foram verdadeiros apóstolos do
Rosário: S. Pedro Canísio, S. Carlos Borromeu, S. Camilo Lélis, S. Antônio Maria Gianelli, S.
João Bosco... Entre os maiores, talvez, sobressaia-se S. Pe Pio. No seu exemplo existe um
prestigioso grau de sobre humano, pois ele chegou a recitar mais de cem rosários, todos os
dias, por muitos anos. Um modelo gigante que garantiu a fecundidade do Rosário para a sua
santificação e para a salvação das almas. Quantos milhões de almas não foram
misteriosamente atraídas por aquele frade que por horas e horas, dia e noite, desfiava a
coroa aos pés de Nossa Senhora entre as mãos sanguinolentas de chagas? Ele demonstrou
verdadeiramente que "o Rosário é corrente de salvação pendurada nas mãos do Salvador e
da sua Ditosa Mãe e que indica de onde descem a nós as graças e por onde deverá subir de
nós cada esperança” (Papa Paulo VI).

Todos os dias a coroa

Toda a oração, toda a ciência e todo o amor de S. Bernadette parecia consistir no Rosário.
Sua irmã Tonieta dizia: "Bernadette não faz nada além de rezar. Só sabe desfiar o Rosário".
O Rosário é uma oração Evangélica, Cristológica, Contemplativa em Companhia de Maria
(Marialis Cultus, n.44-47) .

Louvor e impetração cobrem as Ave-Marias fazendo escorregar a mente para o mistério
presente na meditação. Que isto seja aos pés do altar ou pela rua, não é um obstáculo para o
Rosário. Quando a mente se recolhe dirigindo-se a Maria, pouco importa se estamos na
Igreja ou no trem, caminhando ou voando de avião. Esta facilidade que o Rosário oferece a
quem quiser recitá-lo aumenta a nossa responsabilidade. É impossível não achar um quarto
de hora para oferecer uma coroa a Maria. Em qualquer lugar, a qualquer hora, com qualquer
pessoa, sem livros nem cerimônias, em bom tom ou murmurando... Pensemos nos Rosários
recitados nos quartos de hospital por S. Camilo de Lelis e por Santa Bertila Boscardin, pelas
ruas de Roma por S. Vicente Pallotti; nos trens e nos navios por S. Francisca Xavier Cabrini,
no deserto do Sahara por Frei Carlos Foucolad, nos palácios reais pela Venerável Maria
Cristina de Savóia, nos campos de concentração e no bunker da morte por S. Maximiliano
Maria Kolbe, sobretudo na família da Beata Ana Maria Taigi; pelos pais de S. Teresa, pela
mãe de S. Maria Goretti... Não percamos tempo em coisas vãs e nocivas, quando temos um
tesouro para valorizar como o Santo Rosário. Digamos e prometamos a Maria a conclusão
do mês mariano: cada dia uma coroa do Rosário para Ti, ó Maria.

No Coração Imaculado

Em Fátima, o Rosário foi o dom do Coração Imaculado de Maria. E nós queremos concluir o
mês mariano depondo nosso Rosário no Coração da Imaculada com empenho de recitá-lo
cada dia. O Rosário e o Coração Imaculado de Maria assinalarão o triunfo final do Reino de
Deus para esta época. A devoção ao Rosário e a devoção ao Coração de Maria dizem que as
almas devotas do Rosário e do seu Coração Imaculado "Serão prediletas por Deus e como
flores serão colocadas por mim junto ao seu Trono". Queira Ela mesma acender e conservar
aceso em nós o amor ao Rosário e ao Seu Coraçao Imaculado.

Votos

- Recitar um Rosário em agradecimento;
- Oferecer uma Santa Missa e uma comunhão em agradecimento;
- Consagrar-se ao Coração Imaculado de Maria.

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quarta-feira, 30 de maio de 2018

Um mês com Maria - 30° dia


30° DIA
A DEVOÇÃO À NOSSA SENHORA

Muito conhecido, mas sempre belo e significativo este episódio: Uma mãe ensina seu filho como fazer o sinal de cruz. Pega sua mãozinha e leva à testa: "Em nome do Pai, Filho e Espírito Santo. Amém. Repete comigo." "Mas, mãe, onde está a Mamãe?" Comovente intuição. A presença da mãe não é secundária para a vida cristã. Ou seja: a devoção
a Nossa Senhora não é absolutamente um ornamento a mais, mas é indispensável. Ao contrário, Jesus obscurece-se quando Maria está à sombra - escreveu o Pe. Faber - ou seja, sem a devoção mariana, decai até o amor a Jesus. Neste sentido, o grande S. Afonso Maria de Ligório queria a presença de Maria em tudo o que fazia. Quando pregava, queria a imagem dEla junto aonde estava pregando. Disse àqueles que estavam perto: "Hoje não fará grande efeito
o sermão, porque Nossa Senhora não está aqui". A Igreja ensina que a devoção a Maria é moralmente necessária ao cristão para se salvar, porque é elemento qualificador de piedade genuína da Igreja (Marialis cultus, introdução) E ainda: a piedade da Igreja através da Virgem Maria é elemento intrínseco do culto cristão (Ivi,56.) Nunca poderemos ficar
conformes a Jesus se não amamos Maria Santíssima como Ele. Este é o elemento
fundamental da vida cristã, dizia o Papa Pio XII. Maria deve ocupar em nossa vida o lugar
que a mãe ocupa na família, ou seja, o lugar do centro vital, de coração e de amor. O que é
uma família sem mãe?

Ela nos une a Jesus

"Se Deus nos predestinou para sermos conformes ao seu Filho (cf. Rm 8,29), Maria - diz S.
Luis Maria Grignion de Montfort - foi a fôrma que formou Jesus e que continuou a formar
Jesus em todos os que a Ela se entregam". Esculpir uma estátua exige um grande trabalho;
servir-se de uma fôrma é muito mais simples. Por isso os devotos de Maria podem ficar
conformes Jesus no modo mais rápido, mais fácil e mais agradável, dizia S. Maximiliano
Maria Kolbe. Quando está fora do lugar, a mesquinha preocupação de quem considera a
Devoção a Maria com certa suspeição, ou com o metro na mão, porque teme que se possa
exceder, comprometendo a plenitude da vida cristã e da mais alta santificação. É próprio
todo o contrário. A Igreja o ensina boníssimo. S. Pio X, em uma encíclica mariana,
recolhendo a voz dos padres e dos santos, escreve: "Ninguém no mundo, quanto Maria,
conheceu fundo Jesus. Ninguém maior é mestre e melhor guia para fazer conhecer Cristo.
Por consequência, ninguém é mais eficaz do que a Virgem para unir os homens a Jesus." O
Concilio Vaticano II pontualizou que a devoção Mariana não só não impede minimamente o
imediato contato com Cristo, mas o facilita (Lumen Gentium, n.0). O Papa Paulo VI
acrescentou que Maria não só favorece como tem a missão de unir a Jesus para reproduzir
nos filhos os lineamentos espirituais do Filho primogênito (Marialis Cultus, n.57). Que
tesouro, então, é uma ardente devoção a Maria!

Ela nos leva ao Paraíso

S. Gabriel de Nossa Senhora das Dores disse ao seu Padre espiritual: "Padre, eu tenho
certeza de ir para o Céu." "E como o sabes?" Perguntou o Padre. "Porque já estou lá! Amo
Nossa Senhora, então estou no Paraíso!" É assim mesmo! O amor a Maria é sinal de
predestinação, garantia do Céu, é amor de Paraíso. Este é ensinamento comum da Igreja.
Basta lembrar aqui 3 grandes Doutores da Igreja.

S. Agostinho diz que todos os predestinados se acham fechados no seio de Maria, por isso o
amor a Maria é um sinal precioso de salvação. S. Boaventura diz que quem é assinalado pela
devoção mariana será assinalado no livro da Vida. S. Afonso de Ligório assegura que quem
ama Maria pode estar tão certo do Paraíso como se já lá se encontrasse. Se é sinal de
predestinação, então a devoção a Maria deve ser como o tesouro escondido no campo do
qual fala Jesus no Evangelho (cf. Mt 13,44). E precisamos mesmo tomar cuidado e cultivar
mesmo a devoção mariana porque S. Leonardo de Porto Maurício chega a dizer que é
impossível que se salve quem não é devoto de Maria. E tem razão. O porquê diz S.
Boaventura: "como por intermédio d'Ela, Deus desceu até nós e ascendamos até Deus, e
então ninguém pode entrar no Paraíso se não passa por Maria que é a porta". Por isso
quando S. Carlos Borromeu fazia pôr a imagem de Nossa Senhora em todas as portas das
Igrejas, queria mostrar aos cristãos que não se pode entrar no Templo do Paraíso sem
passar pela "Porta do Céu". Como conclusão, se temos a devoção a Maria, devemos guardá-
la e cultivá-la com grande amor. Se não a temos, peçamo-la com todas as forças como dom
de Graça principal deste mês de maio. Lembremos a esplêndida sentença de S. João
Damasceno: "Deus faz a graça da devoção a Maria àqueles que deseja salvar". Que esta graça
ocupe todo nosso coração. É uma graça que vale o Paraíso. Tinha razão S. Pe Pio ao dizer
que a devoção a Maria vale mais que a teologia e a filosofia, e tinha razão S. Maximiliano ao
dizer que o amor a Maria faz viver e morrer felizes.

Votos

- 3 Ave-Marias de manhã e de noite para se entregar a Maria;
- Oferecer o dia para que se propague a devoção a Maria;
- Levar sempre consigo ou ter sob os olhos alguma coisa que lhe lembre Maria.

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terça-feira, 29 de maio de 2018

Um mês com Maria - 29° dia

29° DIA
A CARIDADE

A Caridade é a Rainha das virtudes. A Caridade é a perfeição do homem. A Caridade é a plenitude da vida cristã. Por quê?
Porque Deus é Caridade e quem está na Caridade está em Deus e Deus nele (cf. I Jo 4,16). Mas o que ela é? É o amor total de Deus e do próximo. Não amor humano carnal, mas amor Divino, feito de Graça, que vem do Espírito Santo de Amor. É o amor de Deus difundido nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (cf. Rm 5,5). É penoso, por isso, é ilusão pensar de amar a Deus ou ao próximo quando se está em pecado mortal na alma.
Igualmente é penoso iludir-se de amar verdadeiramente sem que o impulso do amor venha originalmente do Espírito Santo no coração. Quantas aparências de Caridade fazemos,
consciente e inconscientemente. Isso diz S. Paulo com palavras que deveriam voltar a si
quem quer que seja sem pose de disponibilidade, de abertura aos outros, de viver para os
outros, e não olhe se tudo é feito com a Graça de Deus na alma e se venha da consciente e
amorosa união com o Espírito Santo no próprio coração. Se não, mais ainda do que de bem
vagas disponibilidades e aberturas aos outros, S. Paulo fala muito concretamente de
distribuir todos os bens aos pobres e de dar até o próprio corpo para ser queimado pelos
outros, para concluir que tudo isto de nada serve se não procede do amor de Deus no
coração (cf. I Cor 13,3). A substância principal da caridade, então, é a Graça de Deus na
alma, é o amor de Deus no coração e nas intenções. Sem isto, se fala de caridade batendo no
ar (cf. I Cor 9,26).

O amor de Jesus empurra

Quando existe o amor de Deus no coração a Caridade pelo próximo é elevada até ao
heroísmo mais puro. S. Francisco de Assis, que não só não fugiu, mas aproximou-se e beijou
o leproso; S. Isabel de Hungria que pôs na própria cama um leproso abandonado na rua; os
missionários que enfrentam riscos e dores mortais pelos infiéis; S. Tereza que se flagelava 3
vezes por semana e Jacinta que batia as urtigas nas pernas pelos pecadores; e tantos outros
santos... Quais heroísmos de caridade material e espiritual não fizeram pelos irmãos
empurrados pelo amor de Jesus? Valiam de verdade para eles as palavras de S. Paulo: "O
Amor de Cristo nos impele" (cf. II Cor 5,14). Não um amor comum, entende-se, mas um
amor de fogo devorador (cf. Dt 9,3) que os levava à perda de si no Amado para ter um só
coração e um só querer, prontos para amar sem medidas, até à morte. Assim, só assim se
explica todo amor sobre humano dos santos. Quando o S. Cura d'Ars converteu a mulher de
um rico hebreu, este chegou todo furioso em Ars. Apresenta-se ao Santo e diz-lhe
brutalmente: "Pela paz que destruístes na minha casa eu vim arrancar um olho teu." "Qual
dos dois?" Desconcertado, o hebreu respondeu: "O direito!" "Bem, ficará o esquerdo para
vos olhar e amar". "E se eu arrancar os dois?" "Ficará meu coração para vos olhar e amar".
Transformado, o hebreu caiu de joelhos e chorou, convertido. Eis a potência do amor de
Jesus.

Não mais eu, mas Jesus

A Caridade fraterna mais alta e perfeita é aquela que nos faz amar o próximo com o mesmo
coração de Jesus. "Tendes em vós os mesmos sentimentos de Cristo" (cf. Fp 2,5): É este o
mandamento novo e sublime de Jesus: "Amai-vos como eu vos amei, porque disto
reconhecerão que sois meus discípulos, se vos amar uns aos outros" (cf. Jo 13,35).

A medida da perfeição do amor é dada pela identificação de amor com Jesus. A caridade
mais alta, então, a tem só o Santo, porque só o ser transfigurado em Jesus pela potência do
amor e da dor, só através da morte mística do eu chega-se à identificação de amor com Jesus
que faz dizer S. Paulo: "Não sou mais quem vive, é Cristo quem vive em mim" (Gl 2,20). O
Santo é aquele que ama loucamente Jesus e como Jesus. Ele sabe encontrá-lO, vê-lO,
abraçá-lO, onde quer que Jesus esteja: na Eucaristia, no Evangelho, no Papa, nos pobres e
enfermos, miseráveis e rejeitados, com os quais Jesus se identificou (cf. Mt 25,31-45). Ama
loucamente como Jesus e por isso sabe vender de si mesmo no mercado dos escravos em
substituição de outros, como S. Paulino e S. Vicente de Paulo; expõe-se ao contágio de
doenças como S. Luiz Gonzaga; enfrenta riscos e trabalhos incomensuráveis para ajudar os
irmãos, como S. João Bosco pelos jovens e S. Francisca Xavier pelos emigrantes; sabe
fechar-se em confessionários para curar e consolar almas à procura de Graça e Paz, como S.
Cura d'Ars e Pe Pio. Quanta bondade e graça no coração dos santos!

A Imaculada: todo amor

Se os santos são maravilhosos, imagine Maria? Ela é Cheia de Graça, de Vida Divina, de
Amor Trinitário. Criada Santíssima, Virgem puríssima sempre, Ela é semelhante a um
cristal limpidíssimo que espelha luminosamente a Caridade de Deus. Ela chegou ao ponto
de nos doar Jesus, seu Divino Filho e Infinito Tesouro do seu Coração, imitando
perfeitamente a Deus Pai que tanto amou os homens a ponto de entregar Seu Filho à morte
(cf. Jo 3,16). Ó Mãe Divina, como Te agradeceremos pela Tua Caridade sem limites? Que
violência transpassou pela tua alma, fizeste Teu coração de Mãe imolar Jesus pela nossa
salvação? Mãe divina e doce, tua Caridade não pode ter iguais: é aos confins do infinito. Seja
sempre bendita.
Peço de morrer
Quem ama de verdade a Mãe de Deus chega à semelhança com Ela e produz frutos
maravilhosos de Graça e virtude, sobretudo no exercício da Caridade. S. Maximiliano
tornou-se semelhante a Maria no sacrifício, tão louco era seu amor: imolar sua vida de
sacerdote, apóstolo, fundador das cidades da Imaculada, pedindo de morrer em tenebroso
bunker para salvar a vida de um pai de família. Soube escolher a morte atroz naquele
subterrâneo de Auschwitz, mas o amor cresce gigante entre as dores gigantes. Ele, amando
loucamente Maria, feito conforme seu filho (cf. Rm 8,29) na medida máxima do amor
proclamado por Jesus: "Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus
amigos" (cf. Jo 15,13).

Votos

- A cada oração, renovar a intenção de agir só pelo Senhor e não pelos homens (cf. Cl 3,23);
- Pedir a Maria a virtude da caridade;
- Fazer uma visita a qualquer capela ou Igreja dedicada a Nossa Senhora.

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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Um mês com Maria - 28° dia

28° DIA
A PUREZA

A pureza é a virtude mais límpida de Nossa Senhora. O esplendor da sua Virgindade sempre intacta faz d'Ela a criatura mais radiosa que se possa imaginar: a Virgem mais Celestial, toda "candor de luz eterna" (Sb 7,26). O dogma de fé na Virgindade Perpétua de Maria Santíssima, o dogma de fé na Concepção Virginal de Jesus por obra do Espírito Santo, o Dogma de fé na Maternidade Virginal de Maria: esses 3 dogmas investem a Imaculada de
um esplendor virginal que "os céus dos céus não podem conter". (I Re 8,27) E através dos séculos, na Igreja, à ditosa Virgem, se inspiraram as filas angélicas das virgens que começaram já desta terra a viver só de Jesus para seguir o Cordeiro no tempo e na eternidade (cf. Ap 14,4). E se existiram ou existem dementes que querem jogar as sombras das baixezas deles sobre uma verdade de fé tão resplendente como a Virgindade de Maria,
além de S. Jerônimo (que desbaratou os heréticos Elvídio e Joviniano) e S. Ambrósio (que escreveu páginas de encanto supremo sobre a Virgindade) toda a Igreja no seu caminho milenar celebrou e glorificou em Maria, a Toda Virgem, a Sempre Virgem na alma e no
corpo, a Virgem Santa consagrada divinamente pela presença do Verbo de Deus que n'Ela se
encarnou , revestindo-se da mesma Virgindade da Mãe.

A ira de Deus

Se volvermos o olhar para a humanidade, a visão de sonho e de encanto sobre a Virgindade
Imaculada de Maria desaparece de modo súbito e brutal. Impureza, luxúria, sensualidade,
adultério, pornografia, homossexualidade, nudismo, espetáculos imundos, bailes obscenos,
relações pré-matrimoniais, contracepção, divórcio, aborto... Eis o espetáculo nauseabundo
que a humanidade oferece aos olhos de todos. Santo Céu! Quantos abismos de torpezas
nesta pobre Terra. Pode-se continuar assim sem provocar a ira de Deus? (cf. Ef 5,6). Maria
disse pela pequena e inocente Jacinta (ignorante do verdadeiro significado daquilo que
dizia) que os pecados que mais mandam almas ao Inferno são os pecados
impuros. Quem poderia desmentir esta afirmação observando o teatro das vergonhas que
o mundo mostra todos os dias? É verdade que o pecado impuro não é o pior nem o mais
grave dos pecados. Mas é o mais frequente e o mais nojento. Isto sem dúvida. Nós
conhecemos o valor da pureza proclamada por Jesus: "Bem-aventurados os puros de
coração, porque verão a Deus." (cf. Mt 5,8); conhecemos os dois mandamentos de Deus que
nos resguardam da impureza: 6º e 9º; conhecemos até a recomendação mais que enérgica
de S. Paulo aos cristãos: "A fornicação e a impureza de toda espécie, não sejam nem
nomeadas entre vós, mas o mesmo valha para as vulgaridades e os discursos triviais:
todas coisas indecentes." (Ef 5,3-4) Conhecemos o ensinamento nobre do Catecismo da
Igreja: "O 6º mandamento nos ordena de ser santos no corpo, portanto, o máximo respeito
à própria pessoa e ao próximo, como obras de Deus e templo onde Ele mora com a sua
presença e com a sua Graça";conhecemos as firmes chamadas da Igreja com recentes
documentos de primordial importância (Humanae Vitae). Conhecemos todas estas
iluminosas indicações para abater as seduções do mundo e da carne, mas a humanidade e
até a cristandade não faz mais que escorregar continuamente para formas de costumes
sempre mais degradantes, como homem animal que não mais compreende o que é
espiritual, a favor do mais cego e obtuso ateísmo: quem entra na lúxuria, diz S. Ambrósio,
abandona a via da fé! (cf. I Cor 2,14).

Quais são os remédios

A fuga das ocasiões, a oração e os sacramentos. Todo pecado impuro - de ação,
desejo, olhar, pensamento, leitura - é pecado mortal. Precisamos nos defender com todas as
forças, até à violência, caso precise, porque aquilo a que aspira a carne é morte, mas aquilo a
que tende o espírito de vida é paz, porque desejo da carne é inimizade com Deus (cf. Rm 8,-
7). Lembremos S. Bento e S. Francisco que se jogaram entre os espinhos para apagar a
conscupiscência que atrai e alicia (cf. Tg 1,14). Lembremos S. Tomás de Aquino que se serve
de um tição ardente para desvendar uma insídia perigosa. Recordemos S. Maria Goretti que
se deixa esfaquear por 14 vezes para salvar sua virgindade. As ocasiões mais comuns de
pecado, porém, exigem, sobretudo, a mortificação dos olhos (evitar cinemas, leituras sujas),
da língua (evitar as conversas torpes e os discursos licenciosos), dos ouvidos (não escutar
canções e piadas vulgares), da vaidade (opor-se às modas indecentes). De tudo isto parece
evidente que a vida do homem na terra é uma batalha (cf. Jo 71) e que é necessária a
contínua vigilância com a ajuda de Deus (oração e sacramentos) para não se deixar dominar
pela concupiscência (cf. I Ts 4,5). É humilhante, mas é esta a nossa real condição: carne e
espírito estão sempre em luta cerrada entre eles: "Nos meus membros existe outra lei, que
move guerra à minha alma e me torna escravo da lei do pecado que está nos meus
membros" (Rm 7,23) S. Domingos Sávio, que rasgava as revistinhas que recebia dos
companheiros; S. Luiz Gonzaga, que em público, chama a atenção de quem fala
despudoradamente e se impõe penitências terríveis; S. Carlos Borromeu que desde menino
se avizinhava amiúde aos Sacramentos; S. Afonso Maria de Ligório tirava os óculos quando
o papai o levava ao teatro... São exemplos que deveriam nos convencer a usar todos os
modos para guardar a pureza do coração e dos sentidos.

Castidade conjugal

Os problemas morais mais sérios são aqueles que se referem os esposos. A castidade
conjugal é um dever de todos os esposos cristãos, e é um dever fecundo de
graças e bênçãos. Mas os assaltos do malígno são maciços: contracepção e onanismo,
divórcio e abortos estão massacrando os cônjuges cristãos, sem dizer das relações pré-
matrimoniais, que são somente uma imunda profanação dos corpos e das almas daqueles
noivos, escravos miseráveis da carnalidade. Desejam ter só 2 filhos; usam das pílulas e
outros meios para evitarem gravidezes posteriores, profanando por anos e anos as relações
matrimoniais que deveriam simbolizar a união entre Cristo e a Igreja (cf. Ef 5, 25) . "A pílula
anticoncepcional vem do Inferno, dizia Pe. Pio, e quem usa comete pecado mortal". E
ainda: "Para todo bom casamento o número dos filhos é estabelecido por Deus e não pela
vontade dos esposos", e ainda: "Quem está na estrada do divórcio, está na estrada do
Inferno". Pior ainda para quem cometer o crime do aborto!!! Que abram bem os
olhos os esposos cristãos! Profanar o sacramento do matrimônio nunca acontecerá sem
castigos e maldições sobre as famílias. Se lembrem bem que com Deus não se brinca! (cf. Gl
6,7).

Votos

- Recitar 3 Ave-Marias em honra da virgindade de Maria;
- Eliminar e destruir qualquer coisa de não modesto que tenha consigo;
- Mortificar bem os sentidos, especialmente a vista.


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domingo, 27 de maio de 2018

Um mês com Maria - 27° dia


27° DIA
A HUMILDADE

"Patife! - gritou o demônio a Cura d'Ars, batendo-o contra a parede do quarto - Já me roubastes 80 mil almas este ano! Se existissem 4 sacerdotes como tu, estaria logo acabado o meu reino no mundo." Santo Cura d'Ars era, talvez, o sacerdote menos dotado e mais desprevenindo da França. Entrou no seminário por uma Graça especial de Nossa Senhora: sabia recitar bem o Rosário. Manteve-se sempre na sua
humildade, ciente de ser um inepto. Pensou em rezar e fazer penitência com todas as suas forças. O resto o fez Deus. Foram coisas incríveis que mortificaram o Inferno inteiro, impotente de frente a este sacerdote humilde. É a verdade da Palavra de Deus: "Quem se
exalta será humilhado; quem se humilha será exaltado". (Lc 14,11) E ainda: "Deus resiste aos
soberbos e dá sua Graça aos humildes." (I Pd 5,5) Se pensarmos na grandeza de Nossa Senhora, podemos compreender qual imensidade de humildade devia estar nela: "Exaltada sobre os corações dos Anjos".

A humildade de Maria tem o seu bilhete de apresentação nas primeiras páginas do
Evangelho: "Eis aqui a serva do Senhor". Manifesta-se na Visitação a S. Isabel que lhe grita
justamente: "A que devo a honra que venha a mim a Mãe do meu Senhor?" Brilha no
nascimento de Jesus em uma pobre gruta, porque não tinha lugar para eles na hospedaria
(cf. Lc 1,38; 43;2,7). Confunde-se ao profundo silêncio e escondimento nos 30 anos de
Nazaré; arde no próprio opróbrio e na ignomínia sobre o Calvário onde Maria está presente
como Mãe do Condenado. A humildade de Maria não é nem mais nem menos proporcional
à sua excelente realeza. Suprema a exaltação porque foi suprema humilhação. A esta escola
devemos ir para aprender a humildade.

A vontade de aparecer

Quem mais do que Nossa Senhora teria motivos para aparecer? Mas ela é misteriosamente
silenciosa e escondida em todo o Evangelho. Nós, cheios de bobagens e ricos de misérias,
que vontade de aparecer nos queima. Vermos sacrificados, humilhados e valorizados os
nossos talentos, ou ser colocados a parte ou nos poder afirmar... Que tortura e quantos
ressentimentos. Mas para sermos humildes, devemos reprimir sem piedade os secretos
impulsos e as venenosas satisfações do orgulho. Assim faziam os santos. Quem não se
lembra de S. Antônio de Pádua, mandado como cozinheiro num convento dos Apeninos? Foi
pra lá humilde e manso como sempre. E tinha uma sapiência prodigiosa, tornando-se Dr. da
Igreja. Quando S. Vicente de Paulo se sentia louvar, punha em evidência os próprios defeitos
e as suas humildes origens. Dizia ser filho de um pobre camponês, ignorante e incapaz. Se
acontecia alguma desordem, atribuía-se sempre a culpa. O mesmo para S. Pio X; quando era
louvado pelos seus inspirados discursos, transformava tudo em brincadeira, respondendo:
"Bobagens... Coisas copiadas não valem!" Qualquer milagre operado por suas mãos,
impunha silêncio, dizendo: "É por ordem das Sumas Chaves, eu não tenho nada com isso. É
a bênção do Papa. É a fé de quem pede a Graça". S. Gema Galgani soube industriar-se para
achar o modo de se humilhar e ser humilhada. Sabido que tinha chegado um couto prelado
para interrogar sobre os fenômenos extraordinários que lhe aconteciam, pegou um gato,
colocou-o sobre os joelhos e brincava com ele, ignorando as perguntas do prelado. Pouco
tempo depois ele foi embora convencido que ela era uma demente. É o modo dos santos:
anular-se para fazer resplandecer a grandeza de Deus que opera. "Escolheu o nada para
reduzir a nada as coisas que são para que nenhum homem possa gloriar-se junto a Deus" (I
Cor 1,28-29).

Uma coisa não sei fazer

A humildade esmaga o demônio. A humilíssima Virgem esmaga a cabeça do diabo, aquele
que queria ser semelhante ao Altíssimo (cf. Is 14,14) está com a cabeça sob os pés d'Aquela
que quer ser somente 'Serva do Senhor' (cf. Lc 1,38) E quem for humilde participa do poder
da Imaculada de esmagar a cabeça do demônio. S. Macário foi um dos grandes padres do
deserto. Teve que lutar muito contra o demônio. Um dia o viu chegar com uma forca de fogo
na mão. S. Macário ajoelhou-se e humilhou-se junto ao Senhor e a forca caiu da mão do
demônio, que exclamou com ódio: "Escuta, Macário: tu tens boas qualidades, mas eu tenho
mais; tu comes e dormes pouco, mas eu nunca os faço; tu fazes milagres e eu também faço
prodígios; mas uma coisa tu sabes fazer e eu não: Sabes humilhar-te!" Por isto a humildade
é uma força infalível contra Satanás. Por isto S. Francisco de Assis ocupa a cadeira de
Lúcifer, segundo a visão de Frei Leão. De fato, a quem lhe perguntou o que pensasse de si, S.
Francisco respondeu de sentir-se o ser mais repelente da Terra, um verme nojento. Disse
ainda que as graças que Deus lhe doou, qualquer um teria dado mais frutos. Esta é a
essência da humildade: reconhecer que exclusivamente nós temos somente o pecado. Todo
o resto, tudo o que é bom, é de Deus. E cada mínima coisa boa que conseguimos fazer para a
vida eterna, nos é possível só pela Graça de Deus (cf. I Cor 4,7; 12,3; II Cor 3,5). Pe Pio disse:
"Se Deus nos retirar o que nos deu, nós ficaremos somente com os nossos farrapos".

A humildade é sabedoria

S. Ambrósio dizia que a humildade é o trono da sabedoria. Bem, a Maria devemos pedir esta
sabedoria. E queira Ela que nós tenhamos, porque as outras virtudes - diz S. Agostinho -
batem à porta do coração de Deus: a humildade abre! Inspiremo-nos nos três episódios
evangélicos mais expressivos sobre a humildade. Depois da pesca milagrosa, S. Pedro é
transformado pelo prodígio operado por Jesus e não pode controlar-se em prostrar-se e
dizer: "Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador". "Tu serás pescador de
homens!" (cf. Lc 5,8-10). Um pobre publicano está no fundo do Templo e não ousa nem
levantar o olhar, mas geme humildemente: "Deus, tem piedade de mim, pecador". Jesus nos
assegura que ele saiu do Templo purificado, diferente do Fariseu orgulhoso (cf. Lc 18 9-14).
No Calvário, o bom ladrão confia-se humildemente ao Inocente: "Jesus, lembra-te de mim
quando entrares no Teu Reino". E foi impotentemente investido por uma graça que o dispõe
em brevíssimo tempo para poder entrar no Reino dos Céus (cf. Lc 23,43). Somos quase
tentados a dizer que até Jesus é débil em frente à humildade. Essa é de verdade uma chave
que abre o Coração de Deus. A humilíssima Virgem Maria queira dar-nos esta "chave" do
coração de Deus.

Votos

- Ler e meditar os 3 episódios de humildades evangélicos citados no texto;
- Fazer qualquer ato de humildade para reparar tantos pecados de orgulho;
- Pedir a Maria insistentemente esta virtude.

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sábado, 26 de maio de 2018

Um mês com Maria - 26° dia

26° DIA
A OBEDIÊNCIA

 A obediência é a virtude que nos leva a submeter a nossa
vontade à de Deus e dos Superiores que representam Deus.
A 1ª obediência devemos a Deus, nosso Pai e Criador. "Do
Senhor é a terra e tudo quanto contém" (Sl 23,1) Se somos
suas criaturas e seus filhos, devemos a Ele toda a obediência criaturial e filial. "Todas as criaturas Te servem" (cf. Sl 118,91). A obediência a Jesus é ligada
à Redenção. Ele nos resgatou com o seu Sangue; por isso lhe pertencemos, somos seus e devemos obedecer aos seus divinos desejos: "Não sois mais vossos, porque fostes comprados a caro preço" (cf. I Cor 6,20) A obediência aos superiores é ligada ao fato que eles são representantes de Deus. Sabemos bem que Deus não nos governa diretamente, mas através dos seus delegados que Ele faz partícipes da sua autoridade. "Não existe autoridade que não venha de Deus" (Rm 13,2). Por isso a desobediência aos superiores é sempre uma desobediência à autoridade de Deus: "Quem resiste à autoridade, resiste ao ordenamento
feito por Deus. E aqueles que resistem procuram por si mesmos a danação". (Rm 13,1).
Jesus usa uma expressão ainda mais forte e até mais precisa: a obediência aos superiores
coloca-nos em relação direta com Ele: "Quem vos escuta, escuta a Mim e quem vos despreza,
a Mim despreza". (cf. Lc 10,16) As obediências que operaram milagres e as desobediências
que os impediram, confirmam as palavras de Jesus. Quando S. José Cotolengo soube que
tinha um grande número de freiras doentes e que não sabia como fazer para o serviço da
Pequena Casa, deu ordens precisas que as freiras se levantassem para o serviço da Casa. As
Irmãs levantaram- se e acharam-se curadas. Uma só não quis levantar por temor e não se
curou, e acabou fora do Instituto. Quando S. Francisco de Assis e S. Teresa d'Ávila recebiam
nos êxtases qualquer comunicação, estavam prontos para renunciar tudo se o Superior
decidisse de modo contrário, porque na Palavra do Superior existe a presença de Deus sem
engano, enquanto na visão ou na locução existe sempre uma margem de incerteza.

Superiores... levados

É claro que os superiores devem exercitar a autoridade só como delegados de Deus e nunca
devem mandar o que seja contra a lei de Deus: não podem ser delegados de Deus quando
mandassem o pecado ou não o impedissem (mentir, roubar, abortar, blasfemar...). Nestes
casos eles são delegados de Satanás e não podem e não devem ser obedecidos. Nos outros
casos, precisamos obedecer mesmo quando isso nos pesa ou repugna. Mesmo que aquele
que nos manda for odioso ou faccioso: "Servos, obedecei aos Vossos patrões, embora
turbulentos." (I Pd 2,18). Na vida de S. Gertrudes lê-se que por um certo período teve uma
superiora de humores muito difíceis. A Santa rogou ao Senhor para que a fizesse substituir
por outra mais equilibrada. Mas Jesus respondeu-lhe: "Não, porque os seus defeitos a
obrigam a humilhar-se todos os dias diante de mim, de outro lado, tua obediência nunca foi
tão sobrenatural como neste tempo".

Um mistério de fé

É claro que a alma da obediência é a fé sobrenatural. S. Maximiliano dizia que a obediência é
um mistério de fé. Somente quem sabe ver no Superior o representante de Deus sabe
obedecer e abraçar a vontade de Deus, mesmo quando custa, sobretudo QUANDO custa,
porque a verdadeira obediência é aquela que se exercita no sacrifício: Jesus mesmo!
"Aprendeu dos sofrimentos a obediência" (cf. Hb 5,8)

Quantas vezes nos custa obedecer em silêncio às coisas dolorosas... Durante a Paixão, Jesus
ao invés de se defender, calou-se (cf. Mt 2,63). S. Domingos Sávio, rapaz eficiente e
estudante aplicado, foi falsamente acusado diante do mestre de uma travessura feia. O
mestre, muito surpreso, foi obrigado a chamá-lo severamente a atenção. Ele não se irou.
Quando o mestre descobriu a verdade, chamou-o e perguntou porque não tinha dito a
verdade. "Por dois motivos: Por que se tivesse dito quem era o culpado, ele teria sido
expulso da escola, já que não era a 1ª vez que estava em delito, enquanto que para mim era a
1ª vez. 2º por que até Jesus calou-se quando acusado injustamente no Sinédrio". Quem não
se lembra do último episódio ocorrido a S. Geraldo Majela? Caluniado infamemente, foi
castigado severamente por S. Afonso. Suspenderam-lhe a Comunhão, transferiu-0 e
trataram-no como um pecador. Ele calava-se e obedecia. Quando a verdade veio à tona, S.
Afonso pôde dizer que este episódio bastava para garantir a santidade extraordinária de S.
Geraldo. A obediência crucificou Jesus, que "foi obediente até a morte" (cf. Fl 2,8) Ele calava
e rezava. A obediência crucificou os santos e eles também se calavam e rezavam como Jesus.

A Virgem obediente

Maria nos deu o exemplo inimitável de Jesus até no obedecer. As primeiras páginas do
Evangelho de S. Lucas abrem-se com o "Fiat" de Maria ao Anjo Gabriel (cf. Lc 1,38). Ela
obedeceu humildemente ao enviado, ao representante de Deus, aceitando coisas
humanamente inconcebíveis - como a Concepção Virginal do Verbo, Filho de Deus e a
Maternidade divina - e as coisas dolorosas até a pior tragédia de uma mãe: oferecer o
próprio filho ao assassino. Maria foi obediente à ordem de Augusto para o recenseamento, à
lei da Apresentação e Purificação; obedeceu ao fugir para o Egito, obedeceu ao voltar do
Egito para Nazaré. Encontramos no Calvário Maria obediente onde se cumpriu
propriamente: "espada que lhe transpassou a alma" (Lc 2,35, Lc 5,1-15, 21-24,Mt 2,13-15, 19-
23). A obediência à vontade, sem reservas: "Faço sempre o que é do seu agrado". (Jo 8,29)
Esta é a atitude do verdadeiro obediente, garantido pela obediência dolorosa, amada como
aquela jubilosa até entre os sofrimentos naturais: "não a minha, mas a tua vontade se faça".
(Lc 22,12).

Caçadores fora

Quando S. José Calasanz foi caluniado e perseguido pelos seus discípulos, quando velho e
enfermo foi preso e levado aos tribunais e perto da morte foi expulso da Congregação e viu a
Congregação devastada por ordem do próprio Vigário de Cristo. Ele curvou a cabeça e
aceitou esta corrente de sofrimentos, murmurando: "Agora e sempre seja bendita a
Santíssima vontade de Deus". Quando S. Afonso Maria de Ligório, aos 80 anos, foi
caluniado por um dos seus filhos, foi expulso da Congregação pelo próprio Papa, (ele, o
grande, apaixonado, o enamorado defensor do Papa) superou o sofrimento mortal gritando
a si mesmo, com a testa no chão, aos pés do altar: "O Papa tem razão! Sim, Ele tem razão!"
Esta é a obediência que crucifica como crucificou Jesus à Cruz. O Santo é aquele que se
deixa crucificar. Nós, quantas desculpas e compromissos, fugas para evitar qualquer peso e
aborrecimento que a obediência possa trazer. Mas se assim fizermos, é impossível amar,
porque "se me amais - diz Jesus - observais as minhas ordens". (Jo 14, 15) embora
dolorosas.

Votos

- Meditar a Paixão e Morte de Jesus;
- Oferecer o dia pelos Superiores;
- Pedir a Maria a virtude heróica da obediência

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